Do que nós pensamos, dizemos e fazemos.
É A VERDADE?
Embora livres para afirmar ou negar, não temos o direito de falsear a VERDADE.
É JUSTO PARA TODOS OS INTERESSADOS?
Na igualdade de tratamento provarmos nosso espírito de JUSTIÇA.
CRIARÁ BOA VONTADE E MELHORES AMIZADES?
Para criar BOA VONTADE e conquistar MELHORES AMIZADES, devemos provar os nossos desejo de servir, mesmo que isto custe trabalho e dedicação.
SERÁ BENÉFICO PARA TODOS OS INTERESSADOS?
O importante é levar a todos o BENEFÍCIO de nossos atos
O Manual de Procedimento de R.I. recomenda reprodução da Prova Quádrupla e esclarece que a única finalidade de sua reprodução e uso deve ser a de desenvolver e manter altos padrões de ética nas relações humanas.
HISTÓRIA DA PROVA QUÁDRUPLA
Por Herbert J. Taylor
"Em 1932, fui encarregado pelos credores da Club
Aluminum Company, de evitar a falência e conseqüente
fechamento da empresa. Atuava a mesma como distribuidora
de utensílios de cozinha e de outros artigos
para casa. Achamos que era devedora de importância
superior a US$400.000 acima do ativo total. Estava
quebrada, mas ainda vivia.
Nessa ocasião, um banco de Chicago emprestou-nos
US$6.100, parcos recursos com os quais prosseguiu
operando.
Conquanto tivéssemos um bom produto, nossos
competidores também comerciavam com material
excelente, de marcas largamente anunciadas.
Nossa companhia dispunha de ótimos empregados,
mas a concorrência igualmente os possuía.
E, além disso, se achava, naturalmente, em
condições econômicas muito mais
sólidas do que nós.
Com tremendos obstáculos e desvantagens a enfrentar,
sentimos a necessidade de criar em nossa organização
algo com que os competidores não contassem
em idênticas proporções. Decidimos,
então, que teria de girar em torno do caráter,
da noção do dever e do espírito
de servir do nosso pessoal.
Determinamos principiar por selecionar cuidadosamente
nossos colaboradores e, em seguida, ajudá-los
a se tornarem melhores homens e mulheres, à
medida que avançassem nas suas carreiras.
Acreditávamos na "força da razão"
e resolvemos tentar o máximo para que estivesse
ela sempre do nosso lado.
A indústria a que nos consagrávamos,
como acontecia a várias outras, tinha um código
de ética, mas esse era muito longo e quase
impossível de se o reter de cor e, portanto,
impraticável. Concluímos que precisávamos
de um padrão simples para avaliar a correção
de nossa maneira de proceder, e de que todos na empresa
pudessem rapidamente lembrar-se. Entendíamos,
que o texto proposto não deveria apontar aos
nossos empregados o que lhes competia fazer, porém,
dirigir-lhes perguntas que lhes facilitassem verificar
se seus planos, normas, informes e ações
estavam certos ou errados.
Havíamos procurado, nas publicações
disponíveis, uma medida de ética curta,
mas não pudemos encontrar uma satisfatória.
Um dia, em julho de 1932, resolvi orar a respeito
do assunto. Naquela manhã, debrucei-me sobre
minha escrivaninha e pedi a Deus que nos ajudasse
a pensar, falar e fazer o que fosse certo. Imediatamente,
peguei um cartão em branco e escrevi "A
Prova Quádrupla" do que pensamos, dizemos
ou fazemos. Coloquei essa pequena série de
regras sob o vidro de minha mesa de trabalho e deliberei
ensaiá-la por alguns dias, antes de abordar
o assunto com qualquer funcionário da companhia.
O resultado foi deveras desencorajador. Por pouco
não a lancei na cesta de papéis, logo
ao primeiro dia, quando comparei tudo que transitou
pelas minhas mãos com a sua indagação
inicial. "É a verdade ? Nunca me havia,
até então, apercebido de quanto estava
freqüentemente afastado da verdade, e do número
de inexatidões que figuravam na literatura,
cartas e propaganda da organização.
Depois de cerca de dois meses de um sincero e constante
empenho de minha parte, em atender à Prova
Quádrupla, eu estava completamente convencido
de seu valor e, ao mesmo tempo, imensamente humilhado,
às vezes desanimado, com o meu próprio
desempenho das funções de presidente
da companhia. Tinha, entretanto, progredido bastante
naquele propósito de respeitar o teste para
julgar-me autorizado a mencioná-lo a meus associados.
Discuti-o com os quatro chefes de departamento.
Talvez seja útil conhecer qual a crença
religiosa dos companheiros desse grupo. Um era católico,
o segundo cristão cientista, o terceiro, judeu
ortodoxo e o quarto, presbiteriano.
Indaguei de cada um deles se notava algum detalhe
na Prova Quádrupla contrário à
doutrina e ideais de sua particular devoção.
Todos concordaram em que o culto da veracidade, eqüidade,
amistosidade e prestimosidade não só
se ajustava a seus princípios mas que, se permanentemente
observadas nos negócios, essas virtudes lhes
assegurariam maior sucesso e aperfeiçoamento.
Anuíram em averiguar se os planos, normas,
informes e publicidade do estabelecimento se coadunavam
com os ditames da Prova Quádrupla. Mais tarde
pediu-se a todo o pessoal que a decorasse e adotasse
em suas relações com os demais.
A investigação da linguagem dos nossos
anúncios, à luz da Prova Quádrupla,
resultou na eliminação de asseverações
cuja autenticidade não podia ser demonstrada.
Superlativos tais como as expressões "o
melhor", "o maior", "o único",
desapareceram de nossa propaganda. Como uma conseqüência,
o público gradualmente passou a depositar crescente
fé no que declarávamos nos anúncios
e a comprar mais das nossas mercadorias.
O uso ininterrupto da Prova Quádrupla levou-nos
a alterar nossa orientação atinente
às relações com os competidores.
Abolimos, de nossa literatura e reclames, quaisquer
comentários adversos ou prejudiciais aos produtos
da concorrência.
Quando se oferecia uma oportunidade de elogiar nossos
colegas, não hesitávamos em fazê-lo.
Assim, conquistamos suas consideração
e amizade. A obediência aos preceitos da Prova
Quádrupla, no trato com nossos empregados,
e com fornecedores e clientes, garantiu-nos sua estima
e boa vontade.
Aprendemos que a afeição e confiança
daqueles com que nos associamos são essenciais
ao êxito duradouro nos negócios.
Graças ao leal esforço dos nossos servidores,
por mais de vinte anos, nos temos aproximado, com
firmeza, dos alvos a que a Prova Quádrupla
visa.
Fomos recompensados com um contínuo aumento
das nossas vendas e lucros, do qual participou a remuneração
do pessoal. Falida em 1932, conseguiu a nossa empresa
atingir a atual situação. Com suas dívidas
integralmente saldadas, o pagamento de mais de um
milhão de dólares a seus acionistas
e um acervo superior a dois milhões. Todos
esses resultados promanam de um investimento em dinheiro
de US$6.100, da observância da Prova Quádrupla
e do labor intenso de algumas criaturas que acreditavam
na bondade divina e atuam sob a inspiração
de elevados ideais.
Os dividendos intangíveis, derivados da adoção
da Prova Quádrupla, são ainda mais significativos
do que os financeiros. Temos constantemente visto
crescerem, a nosso favor, a boa vontade, estima e
confiança dos clientes, competidores e do público,
e, o que é mais valioso, assinalamos um grande
aprimoramento dos predicados morais do nosso corpo
de funcionários e empregados.
Descobrimos que não se pode aplicar incessantemente
a Prova Quádrupla a todas as modalidades de
contatos, no setor dos negócios, durante oito
horas por dia, sem que se contraia o costume de consultá-la
no curso da própria vida doméstica,
social e cívica.
E, dessa forma, seremos melhor pai, melhor amigo e
melhor cidadão"